domingo, 21 de janeiro de 2007

Tristes!

Ontem foi mais uma noite normal... Um cafezito na bela da máquina "fashion" que, seja ou não da moda faz um excelente café sempre perfeito, um pouco de conversa e allez ao disco-bar das redondezas!

Tudo era normal, as mesmas pessoas, as mesmas caras, as mesmas minis... até que apareceu uma figura surreal! A primeira coisa que meio à mente foi a expressão do Z., que na altura estava a fazer Erasmus em Milão, quando me foi visitar à pacata cidade de Trieste (é estranho como a difinição de pacatez muda com as várias vivências...). Olhou à volta e, vendo um grupo de jovens armados em rebeldes, disse: Mas esta cidade está cheia de "punks rurais"! Escusado seja dizer que quando ele me ia lá visitar era para relaxar e descansar da vida ultra-urbana que levava em Milão...

Mas bom, esta frase veio-me à mente porque estava um jovem à minha frente com duas palhinas coloridas, uma em cada canto da boca, e uma daquelas pulseiras coloridas pendurada num fio ao pescoço. Quando as luzes do disco-bar brilhavam, era um efeito de luz que surgia naquela cabeça, que até fazia confusão. Mas não fosse só isso, o meu companheiro das minis chamou-me a atenção para a cena ainda mais surreal de tal jovem estar a tirar imensas fotos a si próprio naquela excelente figura...

Todos fazemos figuras tristes. Eu já fiz muitas, mesmo muitas. E todos os que comigo costumam sair também as fizeram, uns mais que outros... Mas há figuras e figuras, e esta apenas posso classificar (disse de quem era a expressão para não me virem exigir direitos de autor!), sem qualquer duvida nenhuma, de Punk Rural! They rule!... Infelizmente... Mas há que ver o lado positivo... fez-nos a todos sorrir e pensar que afinal as nossas tristes figuras não foram tão tristes quanto isso...

1 comentário:

ag disse...

Tem piada falares em "punks rurais". Eu próprio já pensei em várias histórias que contas no teu blog como verdadeiros "mitos rurais". Enfim, tudo não passa de palavreado... Para mim, um punk, rural ou urbano, não passa de um desgraçado que, na impossibilidade de encontrar uma identidade sua, prefere identificar-se com a negação de tudo. É mais fácil e até dá para engatar algumas miúdas (em geral, menores...)