terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Postais de Natal


Como alguns saberão, e outros nem por isso, tenho uma mania de enviar postais para desejar um bom natal (que muitas vezes acabam por ser mais postais para festejar o ano novo que outra coisa qualquer). No entanto, neste momento parece ser um problema grande... Procuro (talvez não tão bem como isso, admito) e não encontro aquilo que quero!

Nunca gostei de enviar aqueles com símbolos natalícios, sempre foram coisas que encontrava numa ou outra loja ou, quando não tinha tempo, os sempre úteis Free Post-Card que se apanhanham aos molhos em qualquer bar. E sempre tentei de certo modo personalizar a coisa... Tentar enviar postais que fossem a cara chapada daqueles que o recebem (excepto a tentativa de enviar o postal mais feio e fuleiro à amiga L. de Montpellier por uma ridícula aposta ainda em curso de quem consegue enviar a coisa mais horrível - e acho que, modéstia à parte, a bati aos pontos quando lhe enviei um postal felpudo côr de rosa comprado em Barcelona).

Mas aqui... não encontro nada, só mesmo postais para essa L., e acho que o resto do pessoal não merece tal coisa.

Portanto, perdoem-me pelo atraso com que chegarão às vossas casas, se chegarem, porque a culpa, como sempre, não é minha! É apenas das condições adversas do local onde me encontro...

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

1ª Visita!!!!

E finalmente este fim de semana veio a primeira visita. O chefe M., que está com o resto do pessoal nesse outro fim do mundo menos fim do mundo que este aqui...
Mas não veio sozinho, vieram com ele uma catrefada de pessoal, incluíndo o colega por afinidade M. C.
E eu contava beber um copito com eles, mas como são pessoas responsáveis, todos foram cedinho para a caminha, todos com a excepção do treinador, esse acompanhou-me até ao fim numa noite normal acompanhada de minis. E certamente terão algumas coisas curiosas para contar deste ponto quase perdido... Por pouco temeram o pior... Teriam que voltar cá mais cedo que o previsto! Mas safaram-se, e vieram, viram, e venceram! E eu baralhado sem saber quem apoiar... Por isso apoiei todos!
Agora o resto do pessoal tem de seguir o exemplo e começar a vir também. Arranjem uma qualquer desculpa para o fazer! E tentem vir sem nevoeiro, porque senão não podem aproveitar nada das belas vistas que aqui há!

Casa nova

Finalmente estou na casa nova!!!!
Não é que seja um palácio, nem pouco mais ou menos, mas pelo menos ja me posso deitar no sofá, com um cobertor por cima, e dedicar-me à suprema arte da ronha enquanto vejo um filme qualquer num DVD ou, com sorte, num dos quaisquer milhentos canais da TVCabo...
E além disso já não tenho de ir à rua quando quero ir à cozinha, nem esperar para por a roupa na máquina, e tenho um frigorífico todo só para mim!!!!
Em contrapartida, tenho de começar a ver o que falta, e começar a penar em comprar todas aquelas coisas que jamais pensei, tipo panelas, frigideiras, lençois, toalhas... e Máquina de Café! Um bem fundamental para sobreviver neste moderno século XXI.

Por isso, já sabem... agora estão à vontade para cá vir! Todos benvindos, e nada de desculpas, que eu não aceito dessas coisas...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Jantar de Natal

Hoje é o jantar de Natal... Para fazer inveja e água na boca, aqui vai a ementa (sujeita a correcções...):

Entradas - Tábua de Queijos
Presunto
Pão de Alho
Asinhas de Frango com Molho de Tomate

Peixe - Filetes de Cherne com molho de Amêndoa
Polvo Guisado
Bacalhau com Natas

Carne - Lombo de Porco com Ananás
Lombo de Porco com Queijo Gratinado
Pernil no Forno

Acompanhamentos - Salada
Arroz de Passas e Nozes
Batata Assada

Sobremesa - Gelados de Café
Gelado de Manteiga de Amendoim
Salada de Frutas

Pensam que nos tratamos mal? Só às vezes...

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Passo a passo

Ahhh!!!
Peça terminada e todos os espectáculos feitos, qualificação oficializada, mudança de casa prevista para breve de modo a sair deste pequeno cubículo... A pouco e pouco as coisas começam a andar para em breve terem de mudar novamente. Nunca se está satisfeito e a mudança é necessária, estagnação NUNCA!
Os espectáculos correram bem, com público a assistir (umas vezes mais que outras, uns mais efusivos, outros mais tímidos), com acidentes a decorrerem (um pé meio deslocado, um joelho feito num caco, nódoas negras nas costas e pescoço pelas vezes que se deixam cair as pessoas... enfim...) e vinganças pessoais pelo meio.
Pois é, porque de outra coisa não me convencem: O polícia não me multou, mas deu-me uma chapada que até os óculos escuros me saltaram... Eu bem tentei dar-lhe um pontapé, mas acreditem que é difícil quando se está algemado nas costas...
Mas o público não se apercebeu, e ele disse ter sido sem querer... melhor isso do que a pancada que a outra levou, também acidentalmente, claro, com o bastão...
Mais um passo em direcção de amanhã, que amanhã é outro dia, ai isso é!

domingo, 10 de dezembro de 2006

And the show must go on!


Lá se sobreviveu ao choque da estreia, à emoção de ver tantas caras à nossa frente (e na verdade nem se viu uma, porque os focos de luz não permitiam, e ainda bem...) , ao stress pré entrada em cena, em que parece que toda a memória simplesmente se desfez em ar, às garrafas de vinho do Porto postas nos camarins para a malta se aquecer, enfim...
Casa cheia, ou quase, que alguns convidados decidiram não vir e deixar gente interessada de fora, mas é sempre assim... E a malta divertiu-se. Para o que era, e para o estado em que estava, até se pode dizer que foi um sucesso! E viva o data-show, ou o Power-Point! Viva tudo isso, e as minis que vieram a seguir!
E hoje há novo espectáculo, e amanhã talvez também... Isso não se sabe, mas por aí acaba... Porque amanhã é dia importante, em principio, e ainda que só como pro-forma, bem mais importante porque marcará de alguma forma o meu percurso... Por isso por amanhã espero! E que hoje seja um sucesso também... E se não for, paciência!
Pelo menos ri-me e a televisão filmou!

sábado, 9 de dezembro de 2006

Artista por 2 ou 3 dias


Pois é... Hoje é dia de estreia! Aquele dia que sempre se desejou que nunca viesse a chegar, mas chegou!
Foram uns tempos engraçados, com muitas peripécias pelo meio. Desde alterações ao texto, a dúvida se se realizaria alguma vez a peça por razões jurídicas demasiado enfadonhas para aqui por, a falta de adereços, a necessidade de conjugar os horários dos ensaios com as vidas pessoais e profissionais... De tudo um pouco!
Mas com adiamentos e mais adiamentos, lá se chegou à data limite, e é mesmo hoje, daqui a pouco, que a desgraça vai começar. Uma desgraça em 2 Actos!
E como se não bastasse, um dos adereços que só hoje chegou às minhas mãos (uma pistola de plástico), ao mínimo toque desfez-se em várias partes... Agraciados sejam os chineses com as suas lojas que nunca fecham!!!!
Sempre gostei de palcos, mas nunca de estar em cima deles... Gosto mais de estar lá atrás, a ajudar aqueles que dão a cara... mas agora... paciência, e seja o que for!
Pelo menos divertir-me, divirto-me! E noutra já não me apanham!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Perder ou ganhar, o que interessa é jogar, não?

Num momento de pausa no trabalho, enquanto se espera que algo venha e se observam as ondas e as nuvens e se ouve o vento assobiar, pensa-se na noite anterior e nas consequências que pode trazer...
Numa partida de snooker a pares, 2 agentes da autoridade perderam os vários jogos. Que me espera agora? será que vou bater o recorde das 5 operações stop num dia, no espaço de menos de uma hora? Será que serei autoado (e não multado, que isso é coisa que não se diz...) por não parar num sinal STOP magnificamente colocado no acesso a uma rua que começa precisamente nesse local, ou seja, sem possibilidade fisica de algum carro vir? Ou por atravessar a rua fora da passadeira?
Ou... pior, um dos agentes representa a brigada fiscal... Vai-me pedir facturas de tudo o que possuo... Estou tramado!
Definitivamente, há que medir as consequências antes de se agir...
Pode ser que não sejam maus perdedores, com o tempo verei!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Amnésia


Memória...
Desde sempre que há problemas com ela, que desaparece sem mais nem menos...
Há aqueles problemas de memória selectiva, que escolhe apenas o que se pretende e apaga tudo o resto, o que não se quer lembrar... Seja por uma ou por outra razão.
E depois há aqueles ataques de amnésia, nos quais eu antes não acreditava. Quando ouvia a malta dizer que não se lembrava da noite anterior, sempre achei que eram daquelas coisas de putos, a vangloriar-se da bebedeira e das tretas feitas... Mas não, ou talvez não... Hoje já não sei se aquelas amnésias heróicas eram verdadeiras, mas sei que tal coisa existe!
E divide-se em vários grupos: aquela em que se acorda no dia seguinte em casa, sem saber ao certo como lá se chegou com uma dúvida sempre presente: "Paguei?", e aquela, muito pior, em que se chega a casa bem, acorda-se no dia seguinte com boa consciência, até que alguém nos diz: "Então? Ontem foi violento!"
Não se acredita, devem estar a gozar, mas as tecnologias modernas rebentam com tudo, todos os telemóveis têm o raio de uma máquina fotográfica! E mostram-nos as provas da desgraça, daquelas 3 horas (serão 3? 2? 1? quem sabe...) em que o cérebro simplesmente se desligou, continuamos a falar e a meter conversa com desconhecidos como se tudo fosse normal (talvez com a voz arrastada, não posso garantir), até ao momento em que deve haver qualquer coisa que dá de novo energia a essa máquina fantástica e passamos a saber o que se passa de novo!
Com fotos ou sem fotos, torno minhas as palavras de um dos companheiros de minis:
"Se não me lembro, não aconteceu!"

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Quando é, é à grande!

Não consigo compreender esta terra... É pequena e pouco se passa...
Mas ontem fui jantar fora, a uma terriola a uns 20km daqui. Ainda pensei beber um whisky depois de um jantar de polvo bem forte, acompanhado de um par de cervejas. Felizmente não o fiz, pois quando voltava para deixar o carro em casa e ir beber umas minis (quem diria...) a um barzito, fui parado pela policia numa operação stop. Depois de verem os papeis lá soprei no balão (dos novos balões, que nunca antes tinha visto...). Nada de especial, apenas 0,10... Mas qual a minha surpresa quando uns 15km à frente fui parado por uma 2ª operação stop (tenho de me apresentar na esquadra na 3ª feira de manhã por ter um mínimo fundido). Já no meio de gargalhadas, entrei na "urbe" e não é que fui parado uma 3ª vez? Aqui tive a gentileza de informar o sr guarda que tinha 0,10 de alcool e o mínimo esquerdo fundido, e ordem de me apresentar na esquadra daí a 3 dias... Mas não há rádios nesta terra? Digam uns aos outros aqueles que já foram parados!
Mas pior foi o meu colega, que além de parado 3 vezes comigo, enquanto foi e voltou a casa foi parado mais 2 vezes, pelos mesmos polícias, num espaço de 10 minutos... 5 vezes num dia é digno de entrar no Guiness!
É bom ver que a policia faz o seu trabalho, mas assim é absurdo!

Tempo

Sempre ouvi dizer que o tempo é relativo (assim como a distância, mas não são a mesma coisa?). E há poucos dias uma amiga disse-me que aqui o tempo é lento, enquanto onde ela está passa bem mais rápido (ainda por cima eu ainda estava no ontem e ela já no amanhã...) . Lembrei-me logo de uma pequena coisa escrita pelo meu irmão A., onde comparava como o tempo era visto pelo velho que atravessa a passadeira no seu passo lento, e o jovem impaciente dentro do carro que espera há uma eternidade para avançar, ou a clássica diferença temporal entre os dois lados da porta de uma casa de banho, principalmente num bar cheio a meio de uma noite carregada de cerveja...
Há tempo para tudo, e afinal não há tempo para nada. Talvez seja uma falha minha, não o saber gerir, ou talvez ele falhe precisamente naqueles momentos em que precisamos dele... Há uns bons anos imaginava que seria perfeito conseguir parar o tempo e assim resolver tudo (principalmente nas vésperas de um exame, ou num qualquer momento apertado...).
Há momentos em que só penso naquilo que uma amiga está sempre a dizer: "Time goes by so slowly!"... Mas a verdade é que ele passa, e nem se dá por isso. Olhamos à volta, e já foram alguns, ou mesmo muitos...
E depois lembrei-me, nem sei porquê, de uma música do Jacques Brel que o David Bowie cantou (my death), chamada "La mort:
La mort attend sous l'oreiller
Que j'oublie de me réveiller
Pour mieux glacer le temps qui passe
La mort attend que mes amis
Me viennent voir en pleine nuit
Pour mieux se dire que le temps passe

domingo, 26 de novembro de 2006

Medo do que é pequeno!

Como muita gente, tenho medo de muitas e variadas coisas... mas aquilo que me assusta agora é o efeito devastador daquele objecto tão pequenino e de aspecto tão inofensivo de que já falei, a MINI!
Cada semana que passa sinto a força que tem, e cada vez mais aumento o meu respeito, e tento em vão, com manobras baixas - como ir bebendo uma garrafita de água pelo meio - reduzir o impacto que terá... Mas ainda assim, acredito que não a vi na sua maior força. É que as minis que se vão bebendo são aquelas de 25cl, e no próximo sábado vai haver a "Festa da MINI", com as verdadeiras, as puras, aquelas coisas minúsculas de 20cl... Se esta já é assim, o que se prevê da irmã mais nova não poderá ser outra coisa que o apocalipse...
Disso sim, tenho verdadeiramente medo. Mas como sempre se ensina, deve-se agarrar o touro pelos cornos e enfrentar os medos, portanto contem com a minha presença nessa festa. Venham, minis, que temos contas a ajustar!

Bancos

Aqui há poucos bancos, e em nenhum deles tinha eu conta. Portanto, lá me decidi a abrir mais uma, pensando que caso seja levantado o meu sigilo bancário, muitas assinaturas vão ter que ser feitas...
Mas tratei de tudo isso em casa, com uma amiga que trabalha numa dessas instituições, e que tratou de enviar, em correio interno, toda a papelada e afins para o calhau.
Lá fui ao balcão daqui buscar a caderneta e códigos e coisas que tais e eis que, quando peço para activar essa caderneta, me dizem: "Impossível!".
Fiquei atónito, perguntando o porquê de tal coisa...
-"É que aqui não existem máquinas para activação ou levantar dinheiro com cadernetas, só para actualização."
-"E para que serve então uma caderneta?"
-"Para levantar dinheiro no balcão!"...
ahhhh. Fiquei esclarecido... E voltei ao ataque, pedindo então o Home Banking! Mas também não foi possível, pois a gentil funcionária não conseguia verificar o número do meu processo, ou lá o que isso é...
Felizmente essa amiga ajuda, e lá a voltei a chatear para me desenrascar aqui... Obrigado!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Musica, espelho do agora

São demasiadas as opções para o que me passa pela cabeça. Sobretudo entre o Jorge Palma... O ideal seria uma amalgama de musicas, ou excertos de outras, e daí tirar a fotografia desta mente!
Mas pela baralhação, lá me fui ao Pedro Barroso, também a um excerto do grande poema "Longe Daqui"

"(...)
Nas grutas de uma vida um homem muda tanto
e de criança a velho e de truão a santo
o salto é tão pequeno o trilho é tão estreito
tantos pavores na fronte tantos calores no peito
tanto ouro na corrida e a força da razão e a força da subida
mãos quentes de bater mãos magras de sangrarem
e quanto mais procuras ou mais te procurarem
- caíste!...

tentas saber como é
e tentas aprender
aprendes a sorrir aprendes a esconder
aprendes a vender aprendes a comprar
aprendes ´té a amar assim assim, se tanto, desconfiadamente
a engolir o pranto a não te olhares de frente
enquanto sonhas longe
ai tão longe daqui e tão diferente

e embarcas pelo deserto
resolves-te a partir juntando três amigos
sem jeito ao despedir
duas frases erradas
- Não era nada disto que eu vos queria dizer
e vais
e é natural que sintas vontade de o fazer
vontade de viver aquilo que não te dão
para isso tenta a China o Laos o Alaska a Índia
a Tailândia e o Japão o Barhein!

e rumas na paisagem dominado pela cor
três trapos p´rá viagem um cesto um cobertor
impostos declarados a alma decretada passaporte conforme
e um pão

e gritas ao silêncio e vai saber-te bem
gritar sob os comboios nas pontes quando passam
ficaram tantos tipos olhando pela janela a sua própria vida
tu não!...

lá longe no deserto relembras o teu sítio
tão longe na distância no peito ali tão perto
e vem-te à boca o travo dessa questão eterna
do ir ou do voltar
e tu..."

Mas do Jorge tenho de por 2 excertos...

"Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo"

"Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar"

Happy?

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Citação

"All men dream: but nor equally. Those who dream by night in the dusty recesses of their minds wake in the day to find that it was vanity, but the dreamers of the day are dangerous men, for they may act their dream with open eyes, to make it possible."

(Thomas Edward Lawrence, Seven Pillars of Wisdom)

Energia vital

Falta de electricidade em parte da vila, logicamente onde me encontrava! Dá sempre que pensar: dependência total daquela pequena coisa invisível que por mais que nos expliquem nunca saberemos verdadeiramente o que é ou de onde vem... Nada funciona, e pouco se pode fazer. Já não se sabe passar o tempo sem ela!
Mas depois vem outro pensamento sobre aquilo que nos move, e sobre o que mais precisamos. É realmente da electricidade? Não! Não é isso que nos move! Aquilo que nos faz mexer é aquela outra energia ainda mais obscura, mas bem mais fundamental!
Os SONHOS!
Sem eles nada somos, e quando os perdemos acabamos, estagnamos, morremos! Um Homem sem sonhos não é nada, deixa simplesmente de existir...
O problema é outro, o problema real é definir a fronteira entre sonhos e realidade, fronteira ténue e facilmente transponível...
O sonhar de olhos abertos, frase do T. E. Lawrence, vulgo Lawrence da Arábia, sobre o que separa o quem é do quem foi ou nunca será!
Ser ou não Ser... e fica-se por aí...

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Quando é preciso recarregar baterias

Há muito que ouvi isto, e sempre foi um mote para quando a moral começa a descer e se começa a morrer:

"Attenziò, Concentraziò
Ritmo e Vitalità
Devo dare di gas, voglio energia, metto carbone e follia
se mi rilasso, collasso, mi manca l'aria e l'allegria perciò...
Attenziò, Concentraziò
Ritmo e Vitalità
Odio il pigiama e vedo rosso se la terra mi chiama non posso
restare chiuso fra quattro mura ho premura di vivere perciò...
Attenziò, Concentraziò
Ritmo e Vitalità
Sto fermo un giro non passo dal via piuttosto non gioco e vado via
fuori dal vaso fuori di testa ho sempre un piede sul motore
Attenziò, Concentraziò
Ritmo e Vitalità"

A BandaBardò tem essa capacidade de dar energia, mais do que podia imaginar...

Cabelos



Por necessidade absoluta e por não o ter feito antes de um jantar de lapas e sushi, lá me decidi a cortar o cabelo.
Indaguei, e há um cabeleireiro mesmo em frente ao trabalho. "Esse não! A namorada do ------- foi la desfrizar o cabelo. Andava de lenço na cabeça, o que fazia pensar que lhe tinha acontecido alguma coisa, mas não! Teve de rapar o cabelo porque nesse sitio o queimaram todo!". Eu só queria uma coisa simples, que uma maquina e qualquer leigo fazem, mas não queria queimar o cabelo. Então, aí definitivamente não!
Fui a um outro, de uma senhora de Cascais. Esperei uns minutos e lá entrei. "Um corte simples, máquina e pente 4 que a força da genética impede-me de grandes ambições!" e lá começou. Logo percebeu que era estrangeiro. Uns dedos de conversa, "terra perdida", "felizmente mantenho o meu outro cabeleireiro (para os lados de Cascais? nem perguntei...) porque senão dava em louca". "Como se compreende que em terra de peixe e de carne não exista nem um talho nem uma peixaria?" (isso já me tinha passado pela cabeça, mas cedo desisti dessas questões filosóficas)...
Os talvez 10 minutos em que me lavou a cabeça e a máquina limpou aquele tufo tipo bola que me aquecia a cabeça passaram depressa, e logo veio a conta...
10€! Paguei, que remédio, mas pensei: falta muita coisa por aqui, nem uma peixaria ou talho, mas os preços são os mesmos...

domingo, 19 de novembro de 2006

O segredo é não olhar para as mãos...

Ja muita tinta correu sobre as famosas unhacas do Homo Lusitanos. As famosas unhacas da higiene pessoal e arma de defesa pessoal, tal modo afiadas e negras...
Mas é que aqui, à hora do almoço, há poucas alternativas para onde ir. E por vezes o prato do dia já la foi, ou simplesmente não é convidativo (o rancho não me atrai particularmente), ou nem há tempo para comer condignamente. Então, lá se recorre às fatias de pizza. O problema é quando, por um desleixo ou porque o canto do olho observa tudo, lá se olha para as mãos que colocam as ditas fatias no prato e, raio do azar, foca-se sempre, tipo zoom, aquele dedo com uma unha bem negra, que tem a tendência para ajeitar o prato... E lá se vai a fome... já desapareceu...
Porque olhei? Pergunto-me sempre, mas é mais forte que eu! Só que a tosta mista não alimenta...
É a sina, e o truque é mesmo não olhar...

A beleza das minis



A mini! Algo que sempre me fez pensar em campo, aldeias, terras perdidas para lá daquelas colinas e que para la chegar era sempre preciso percorrer estradas, montes e vales. Ou então, ir aquele pequeno café perdido no meio de um bairro popular, ou ao clássico clube desportivo num qualquer 2º andar de um prédio que parece poder-se desmoronar a qualquer momento.
E eis que me encontro num local onde, à noite, aparte cerveja importada (que por sinal também é mini), apenas existe a famigerada mini ou a irmã mais velha, a XL. Por isso, venha uma mini.
Mas ha qualquer coisa naquele tamanho que me perturba. Até aqui tinha dificuldade em perceber. É que está sempre fresca, bebe-se mais depressa e, como as outras, tem-se sempre uma na mão. Pior, por passar depressa perde-se a conta. E acaba-se por ir a pé ou à boleia para casa, acordar sem se saber ao certo se se pagou, e preparado para um daqueles domingos clássicos em que pouco mais se faz que sair da cama...
Mas ainda assim digo: Viva a MINI! Sempre geladinha, sempre bem vivinha!

E venha mais uma por favor!

sábado, 18 de novembro de 2006

Mudar de casa


Hoje é o dia em que se começa a subir. E depois desce-se para subir de novo. E novas descidas e subidas, todas elas carregadas de coisas, pesos vários que vão fazendo lembrar as tendinites e todas as ites que nos afectam quando é preciso trabalho de peso.

Mas é uma verdadeira subida aos ceus. Fisica e qualitivamente. Passar de um contentor para uma torre!

Pois é, a qualidade do local de trabalho mudou! Casa nova, vida nova... ou será ao contrário? Ou será que uma coisa não afecta em nada a outra?

Já tenho casa nova para o dia. Agora é tempo de começar a ter casa nova para a noite que o quarto claustrofóbico com uma cozinha do outro lado da estrada já começa a cansar. A falta de uma sala para a ronha ou, como dizem alguns, para o choco fundamental! Já não deve faltar muito, pelo menos assim espero!

Agora, pelo menos, quando se trabalha olha-se à volta e vê-se tudo, até à linha do horizonte (quando o tempo assim permite). Sempre faz com que se respire melhor...

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Citação

"Eis a nossa sina: Esquecer para ter passado, mentir para ter destino."

("O outro pé da Sereia" - Mia Couto)

Ser adulto

Pergunto-me o que é ser adulto...
Ter mais de 18 ou 21 anos conforme o país? Trabalhar? Pagar contas? Ter filhos? Deixar de acreditar? Deixar de sonhar?

Não sei... Quero continuar a acreditar e a sonhar... Se tiver de continuar criança por isso, que assim seja!
Eternamente criança, ao estilo Peter Pan!

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

República das bananas ou coisa do género


Cá se vão ouvindo umas coisas pelas ruas, coisas que mostram como funciona a vida nestes lugares longínquos...

Há um rochedo aqui perdido onde quem manda é a união dos seus habitantes. Dois exemplos que me foram dados:

Um grupo de inspectores de carros, enviados para garantir que a lei era mantida, foram recebidos da melhor forma possivel... Todos os carros parados, restaurantes fechados, nenhum quarto para alugar... Em suma, foram obrigados a abandonar o rochedo por nem conseguirem comer, e foi da forma que nenhum veículo chumbou a dita inspecção obrigatória!

Outro exemplo é mais escandaloso para alguns, menos para outros. Perante a existência de um padre por quem os habitantes não tinham grande estima, uma solução foi encontrada para uma súbita vontade de transferência. Durante uma noite, um grupo de pessoas invadiram a casa do padre, levaram-no para o porto e amarraram-no a um poste. Depois deram-lhe um simples mas eficaz recado: "ou abandonas este calhau no proximo barco, ou a coisa fica pior". Claro está que o dito padre não deve ter pensado duas vezes...

A vida é pacata por estes lados, nesse local onde a existência de cintos de segurança e capacetes de protecção parece ser algo totalmente desconhecido.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Sempre a aprender...

É curioso como um telefonema pode deixar tantas duvidas e tantos pensamentos sobre o proprio comportamento.
Ultimamente bastam poucas palavras para me deixar fechado numa pequena muralha de um material nao mais resistente que areia, mas que com a humidade fica rigida, e sem vento para a chocalhar torna-se uma autentica parede mais dura que o betão!
E nada é mais duro e poderoso que algumas verdades, e pior ainda, verdades sobre si proprio.
Pois é... os amigos estão lá para isso, mas tem que se ter cuidado para deles não abusar. Porque um dia, quem sabe... podem ir dar uma volta!

Essas opiniões são importantes, essas sim. As outras, são boas para nos ajudar a pensar, a refazer pensamentos, mas não mais que isso!

Obrigado por me ouvires, amiga cujo nome disse que não divulgava... Amanhã é outro dia, e certamente mais conversas virão. Centradas na minha pessoa ou não, logo veremos. Mas vamos trabalhar na direcção certa. E já agora, estarei tão errado em prosseguir com os meus sonhos ou serei apenas aquele platónico como tu me chamas, que acaba por ser mais um tolinho a fazer figuras tristes que outra coisa qualquer? Será um erro tão grande acreditar em coisas simples? É assim tão absurdo?

Talvez...

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Idas e voltas

Os regressos a casa são sempre complicados. Nunca se sabe ao certo o que nos espera, nem aquilo que nós esperamos por lá!

A ansiedade, a contagem do tempo, o nervosismo miudinho como se fosse a primeira vez... e quando se dá por isso, já é hora de voltar ao calhau perdido na imensidão do oceano.

Depois, há sempre a tendência para fazer as contas, avaliar as estadias. Porquê e para quê? Nunca se consegue fazer tudo o que se pensa, e por vezes nem nada do que se pensa. Apenas algumas futilidades que depois se demonstram bem mais que isso.

Vale sempre a pena, nem que seja pelo alento que se tem quando se chega rejenuvescido, e se contam os dias para nova viagem!

Desta vez foi complicada. Nem sabia ao certo o que lá fazia. Dei por mim a perguntar-me se tinha sido uma boa ideia. A vida nos sonhos é sempre bela... Mas no fundo, claro que vale, porque vale sempre. E aquilo que pensava que me destruiria, palavras duras ditas de forma ainda mais dura, ou simples conversas que quando penso, chego à conclusão que nada compreendi, só me deu nova vontade de lá voltar. E aquilo que pensava apenas ganhou força!

Pois é, de novo no calhau, na tentativa de sobrevivência em meios agrestes e longínquos. E Foi bom, e com a minha humilde e chata forma de começar um blog, lá agradeço e peço desculpa aos que me aturaram durante estes poucos dias.

E não, da proxima vaz não há lapas, mas quem sabe que outra iguaria virá...