domingo, 20 de maio de 2007

Consequências dos monopolios

Não se passou comigo, mas poderia ter-se passado.
A bella S. gosta de ler o seu Expresso às segundas (que isso de ler o Expresso ao sábado é um luxo a que nem todos têm direito).
A bella S. costumava encomendar o seu Expresso na papelaria que tem o monopólio da venda desse jornal.
Mas a bella S. é uma inconformista, e quando lhe pediram mais 50 cêntimos pelo Dvd que é oferecido gratuitamente com o jornal, expressou a sua revolta. Foi-lhe justificado que era para pagar o transporte do Dvd, coisa que naturalmente a bella mas inconformada S. não aceitou. Como é possivel pagar o transporte de algo que vem com o jornal?
Após alguns momentos de discussão, lá se decidiu que queria realmente o jornal e o Dvd e pagou os 50 cêntimos por isso.
Portanto, grande foi a sua surpresa quando, na semana seguinte, foi à habitual papelaria para buscar o novo jornal e respectivo Dvd e a senhora da dita papelaria lhe disse que a tinha excluído da lista e que não lhe vendia o Expresso.
A bella S. deixou de poder comprar o seu Expresso...
Mas pensa, bella S. Eu não consigo comprar o Expresso, nem mesmo à sexta-feira!
Os monopólios são uma coisa tramada...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Alguém sabe de uma bruxa para os meus lados?

Não sei o que se passa... Mas só penso numa qualquer personagem da Disney que tinha permanentemente uma nuvem de chuva por cima da cabeça... Uma maré de azar que tem vindo! Só pode ser prenuncio de sorte, não?

Na 6ª feira, último dia de uma férias em local paradisíaco, eis que me desaparece uma mochila com carteira, documentos, telemóveis... enfim... Digamos que fiquei sem dinheiro e com o passaporte como único documento (vá lá...). Partindo cedo e chegando a casa, sem dormir praticamente nada, apanhei um avião para vir para a minha nova casa. Cheguei, bem, após uma viagem algo tremida, mas cheguei só! Sem a companhia da minha bela mala de viagem onde estava todo o meu carregamento de café, os cabos para ligar a PS3 e mais algumas mariquices, como os cabos para ligar a maquina de fotografias ao computador.

Nessa mesma manha, descobri, devido a um encontro imediato de 3º grau com um polícia, que a minha rua tinha passado a ser de sentido único desde o dia em que eu de cá tinha saído! (e eu sem carta de condução, que continua nesse longíquo local paradisíaco) Vá lá que foi simpático e não me passou nenhuma multa!

Depois, decidindo tomar um duche, descobri que, embora tenha comprado uma botija de gas uma semana antes de ir de férias, não tinha àgua quente! E saí tarde do trabalho, e hoje é dia 25 de abril!

Alguém conhece uma bruxa para os meus lados que me possa acudir? Não acredito nessas coisas, mas já estou como o Corto em relação às superstições: "não acredito, mas mais vale prevenir"!

testes que por aí andam...

Decidi fazer um daqueles testes on-line, e foi o que deu...

Your Personality Is Like Cocaine
You're dynamic, brilliant, and alluring to those who don't know you. Hyper and full of energy, you're usually the last one to leave a party.Sometimes your sharp mind gets the better of you... you're a bit paranoid!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Citacão

"É melhor ter os meus inimigos dentro da tenda a mijar para fora, que fora da tenda a mijar para dentro"


Ouvi há uns minutos num programa de televisão. Parece que atribuída ao ex-presidente americano Lyndon Johnson...

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Desgraça!!!!

Pois é...
O que eu temia aconteceu... Acabou-se-me o café! Restam-me uns 3 ou 4 descafeinados, e nada mais. Até aquela bela amostra com as 12 ou 14 variedades de café ataquei!
Esperava reforços a semana passada, mas infelizmente não chegaram. É dura a vida assim...
E para mais a aventura da luzinha que ora acende, ora deixa de acender, continua!
Parece que vou ter de ser eu a tratar do assunto! Carregamento de café para 4 ou 6 meses... assim pelo menos sei que não faltará. Desde que não me prendam depois por pensarem que faço tráfico ou contrabando de café...

Técnica milagrosa

Há mais de um mês que não escrevo nada neste blog. Seja falta de inspiração, seja o que for, é um facto.
No entanto, foi-me passada uma técnica milagrosa de (e volta-se ao tema) descobrir se haverá ou não operações Stop durante a noite.
É relativamente simples: por volta das 23h, ou ligeiramente mais tarde, ao dar uma volta de carro pela vila, passa-se acidentalmente em frente da esquadra da polícia (que diga-se de passagem não fica de passagem para lado nenhum!). Se lá estiverem apenas dois ou três carros (e há que ter em conta que todos sabem a quem pertencem os carros...), significa que nada está para acontecer, apenas os polícias que fazem o turno da noite. Mas se pelo contrário lá estiverem uns 6... AhA! Há uma forte possibilidade de haver operações...
Mas como tudo, tem as suas falhas... é que estamos em época festiva, e muita gente volta às suas terras. E assim sendo, e temendo pela segurança dos seus veículos, estacionam-nos no sitio considerado mais seguro: em frente à esquadra da polícia! Pois é, durante 15 dias não se pode saber se há operações ou não, a não ser que se vá tomar nota de todos os que lá estão estacionados e que assim continuam...
Eu continuo a pensar que o melhor mesmo seria afixar um cartaz a informar as datas, horas e localizações das operações Stop. Todas as 6ªs e Sábados nos pontos de entrada e saída da vila, alem do eixo central. E assim quem fosse sair de carro simplesmente não bebia. Nada mais simples, ou faria como eu, sair a pé! ou ir de carro e voltar a penantes...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Absurdo!

Como as reservas de café estão a ficar seriamente em baixo, e para não me acontecer o mesmo que sucede regularmente com o gás, decidi encomendar café com fartura, on-line, como sempre publicitaram, de modo a evitar aquelas filas gigantes que se tornaram habituais na Rua Garrett.
Tudo corria bem (embora o site recusasse o número de série da minha máquina, considerando-o inválido - não me expliquem porquê!), até ao momento em que se pede a morada de entrega.
Lá preenchi, e reparei que um campo obrigatório era o distrito... Sucede que o distrito onde me encontro não estava na lista! Decidi então telefonar para o "número verde" a pedir para me explicarem como poderia fazer a encomenda, e acontece que não está lá porque... os portes de envio para aqui são de 30€! Quer dizer... já ia fazer uma encomenda gigante para 4 meses, e quase pagava mais de portes de envio que de café? NÃO!!!! Antes esperar naquela fila. De qualquer modo o tempo que demoraria a aqui chegar (sendo que as cartas e postais andam a demorar uma média de 2 a 3 semanas) é quase o mesmo que falta para eu voltar a casa...
E depois, pode-se sempre pedir ao "companheiro das minis" que traga uma boa reserva para cá!

Não percebo o que acontece... demorei uma semana a conseguir registar-me no site da Fnac para fazer uma compra (e quem tem cartão Fnac não paga portes de envio), agora isto... Estou com pouca pontaria, a acertar mesmo ao lado. Espero que seja mesmo só nas compras e não em tudo o resto...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

...


Fui à única estação de correios nas proximidades comprar selos. Estava uma fila com algumas pessoas para carregar o telemóvel, coisa que parecia não funcionar, nem mesmo nos multibancos, diziam.
Como não queria nada disso, passei à frente e pedi 20 selos para correio nacional. A resposta naturalmente surpreendeu-me:
"Não pode!"
Sem saber se era uma brincadeira ou não, e quando ia a perguntar outra vez, o gentil funcionário disse:
"Não pode porque não temos selos! Nem temos o autocolante para aqueles que são impressos na máquina."
Não há selos nos correios! Esta sem dúvida que me deixou sem palavras...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Realidade

Era fruta a mais... bem me parecia!
A vontade própria da minha máquina de café é de ferro, e decidiu-se a acender, e voltar a apagar a dita luz!!!!
Paciência... A sorte voltará... não se pode esconder durante muito tempo...

Milagre!

A luz da máquina de café voltou a acender! Fez-se luz!!!!
Desde que um microondas com uns bons anos em cima, muito uso e milhares de kms viajados deixou de funcionar e, para não parecer mal, a minha mãe insistiu em limpar a camada de pó que estava atrás, voltou miraculosamente a funcionar... e desde que vi uma leitor de Cd's de um computador que só aceitava Cd's de Jazz... que acredito! As máquinas têm vida própria! E qualquer coisa na nossa família faz com que as nossas tenham uma vida própria mesmo muito particular!

A máquina de café voltou à vida! Demos vivas a isso!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Mais uma viagem...

Regressar ou partir, é sempre uma coisa que pode ser engraçada. Entre a redescoberta daquilo que já se conhece e o regresso a uma rotina, a procura de novas emoções ou de velhos sentimentos, seja o que for, é sempre uma aventura. Aventura essa que no fim é sempre agradável, nem que seja porque razão for. No entanto, quando se demoram 56 horas a fazer um percurso de umas 6 (e isto porque se tem sempre de esperar umas quantas aqui e ali), a coisa deixa de ter tanto gozo...
Para mais quando se tem à sua espera um quadro eléctrico em baixo, sem se fazer a mínima razão porquê.
Não seria minimamente importante, caso não fosse o frigorífico funcionar através dessa maravilha que é a electricidade. E quando o quadro eléctrico está em baixo, digamos que não há electricidade e portanto não há frigorífico. E assim sendo, apenas nos espera um resto de comida pronta para ser deitada para um caixote do lixo e um cheiro nauseabundo a pairar no ar, além de algum trabalho para limpar todos os novos seres que decidiram habitar naquele espaço!
Isso em si já me tinha deixado fora de mim, não fosse hoje ter rebentado outra vez, sem qualquer razão aparente, o dito quadro. Além do computador e da televisão, que naturalmente sofrem com estas súbitas faltas de alimento, apercebi-me que a minha máquina de café, a minha recente Nespresso... tinha deixado de ligar!!! Levei as mãos à cabeça, irritei-me, e decidi esperar um pouco! A velha máxima dos engenheiros informáticos. Sair e voltar a tentar!
Lá experimentei de novo e, milagre, ligou! Mas... aquela pequena luz que indica quando a máquina está pronta (aliás, a única luz que a máquina tem) tinha deixado de viver... E uma tristeza imensa, ainda que abafada por a máquina funciona, abateu-se sobre mim. Bom, terei que por as garantias a funcionar!
Eu que me decidi a não fazer juízos de estadias, ainda que deva dizer que me diverti imenso no carnaval, entre enfermeiras e borboletas, e que tive 2 interessantes conversas, uma entre um restaurante italiano na Av. roma e o Bairro Alto, e outra nas profundezas do Incógnito. E no fundo todos me disseram o mesmo, penso... embora me reste a mim julgar o que ouvi... Mas saí delas com um sorriso na face!
Agora sonho já com a próxima, que será perto de uma semaninha ao sol... Bom, veremos!
E não se preocupem. Os postais não chegaram apenas porque ainda não foram enviados... Porque algumas tradições devem-se manter!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Manhã!

As manhãs, ai as manhãs...
Nestes últimos tempos tenho-me levantado cedo e para me forçar a tomar um pequeno almoço, obrigo-me a estar, meia hora antes de entrar ao serviço, no café para comer o dito. Antes ia sempre uma torradita, mas deixei-me disso, porque quando 30 minutos não dão para a comer por demorar uns 20 (no mínimo) a ser feita (não me perguntem porquê, porque além de não saber, decidi que não quero saber!), é porque não vale mesmo a pena. Agora voltei ao meu croissant misto, galão e suminho de fruta. Pode não ser o melhor, mas que sabe bem, sabe, além de que é alimento!
Mas o que tem revolucionado a minha vida não tem sido isso... É que nesses 30 minutos passados no café, como único (ou quase) cliente, olho para a televisão, que está inevitavelmente sintonizada na TVI. E descobri a existência de um programa que simplesmente não compreendo... O "voce na TV", uma espécie de "Portugal no Coração" com o ex-cozinheiro Goucha e uma rapariga loura com falhas entre os dentes... Além de não ter absolutamente nenhum interesse, hoje pareceu-me particularmente invulgar, começando com uma pretensa manifestação anti-burboto, para fazer publicidade a uma máquina anti burboto.
Mas o absurdo foi quando disseram não poder mostrar como a máquina funcionava no programa, justificando-se depois que não tinham lá aquele tipo de pilhas...
Fiquei parvo... Primeira vez que vejo publicidade a uma maquineta dizendo apenas: não vos podemos mostrar, não a conseguimos por a mexer, mas funciona!!! Acreditem em nós! Comprem!
Bem sei que de manhã somos mais lentos, mas assim tão lentos? Talvez...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Cabelos - parte 2

Há pouco tempo fui cortar o cabelo (sim, fraco e a começar a desaparecer, mas também precisa de vez em quando de umas aparadelas!). Voltei ao mesmo sítio, nem sei bem porquê... E uma vez mais uma surpresa esperava-me...
Há uma coisa engraçada nos cabeleireiros, que é estarmos sentados em frente a um espelho onde na realidade não conseguimos ver o que nos estão a fazer, mas vemos tudo o que se passa à volta. Neste caso preciso, a vista é sobre a porta de entrada, e eis que vejo passar... uma galinha, e depois uma segunda galinha!
Surpreendido, comentei isso com a Sra que com a máquina fazia um trabalho simples, e ainda mais surpreendido fiquei com a resposta dela:
-"Pois é, no outro dia apareceram-me aí, e eu comecei a dar-lhes comida... claro que nunca mais se foram embora. E como não sei de quem são, nem posso dizer que as encontrei..."
Mas a cereja veio a seguir, quando disse:
-"O pior é que sujam muito, deixam tudo porco, no outro dia tinha as escadas todas porcas (- só para dizer que as escadas são interiores, dentro da loja/casa da Sra)... E só ontem descobri que uma delas é um galo... E ainda não me deram nenhum ovo..."

Sem comentários...

Lembrei-me também, em parte por proposta do mano A., e por outro lado para explicar ao companheiro das minis e ao "Pappa Sierra" o porquê (não totalmente, para dizer a verdade) da minha mania de querer cortar o cabelo (de que sou permanente alvo de gozo pelo eterno adiar da coisa...), aqui vai uma coisa que se passou há uns anitos, quando tinha uma "gadelha" bem mais farta...
Regressava a casa, ao início da noite, vindo da Universidade, penso, com a "gadelha" au point, a barba por fazer e um velho casaco de cabedal (que penso ter sido trazido de Londres por um tio) preto já meio coçado. Subo a rua (numa altura em que não sentia a máxima segurança em andar sozinho por aquelas bandas) e vejo um jovem que ia uns 50m à minha frente. Sempre na boa, até que ele olhou para trás, inquieto, uma vez... Tranquilo! Olhou 2ª vez... Normal! Até que...
Olhou para trás uma 3ª vez e começou a correr, como que a fugir! A minha primeira reacção foi, naturalmente, desatar a correr também! Deve vir um grupo de gandulos aí, pensei...
Mas depois de um bocado abrandei, olhei para trás, e a rua estava deserta...
Ele fugia de mim! Eu meti-lhe medo! EU!
A partir desse momento... Há que prestar atenção ao aspecto!

Falha cívica

Ontem foi o Referendo e, sabendo disso há uma eternidade, não tratei de mudar o meu cartão de eleitor de modo a poder votar. Portanto, consciente, fui um dos 57% que se absteve, o que me envergonha!
A verdade é que não o fiz por aquele eterno "amanhã inscrevo-me", como acontece com o Centro de Saúde e com a Carta de Condução... Amanhã... mas esse amanhã tem fugido a uma velocidade vertiginosa!
Mas também devo admitir que, quando me apercebi que já não o conseguiria fazer, decidi criar uma serie de desculpas para essa minha FALHA CÍVICA, entre as quais a dificuldade que tive, ao longo de todos estes anos, em finalmente começar a votar numa sala onde antes votavam os meus irmão, numa sala com um nº mais ao meio. Outra das desculpas foi o facto de o acto eleitoral ser, de certo modo, uma espécie de encontro familiar naquele nosso bairro. No café, com uma imensidão de cervejas ao centro nas mesas, encontra-se toda uma geração, ou mesmo duas, de residentes e ex-residentes, antigos companheiros de brincadeiras, de liceu ou de copos, ou mesmo simplesmente companheiros de café! É como que uma festa de família...
Desculpas...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Pensamento do dia

Embora há muito o saiba, volto a cair na mesma! Quando se tem o estômago sensível, é uma péssima ideia comer uma francesinha...

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Há coisas...

Como muitas vezes, acordei (para além de uma leve dor de cabeça e um estranho peso na nuca que mudava o meu centro de gravidade) com uma música a ecoar permanentemente entre as minhas duas orelhas. Muitas vezes é qualquer coisa que se ouviu antes de dormir, mas FELIZMENTE não era. Vá-se lá saber porquê, acordei com o "Panic" dos "The Smiths". E em particular com um excerto:

Burn down the disco
Hang the blessed dj
Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed dj
Because the music they constantly play


On the leeds side-streets that you slip down
Or provincial towns you jog 'round
Hang the dj, hang the dj, hang the dj
Hang the dj, hang the dj, hang the dj
Hang the dj, hang the dj, hang the dj

Porquê? E pior... porque me deverei sentir mal por ter sido o mais profundamente honesto possível? Há coisas que não consigo entender...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Valente susto!

Nalgumas coisas tenho sorte. Pouca gente consegue ter um local de trabalho com uma bela vista como eu... Mas também devido ao local de trabalho (que o companheiro das minis lembrou mais parecer a "ponte" da nave espacial Enterprise, do Star Trek - com a excepção, claro está, dos botões feitos de pacotes de iogurte... mas não se pode ter tudo), fiquei com uma cada vez pior opinião da classe trabalhadora dos engenheiros (não levem a peito aqueles que o são, que como em tudo há sempre excepções...).
É que no outro dia (um dia particularmente ventoso, devo dizer), para verificar uma coisa que não conseguia ver do lado de dentro, saí porta fora para melhor observar. E qual o meu espanto quando me vi trancado lá fora, telemóveis la dentro, naturalmente, por causa de uma excelente construção que está cheia de falhas. Obviamente comecei a ficar nervoso (havia trabalho "pendente") e o raio da porta não abria. Os nervos começaram a subir, o stress igualmente a aumentar, e um valente pontapé enquanto puxava a porta fez o milagre... ela abriu-se!
Apanhei um susto como há muito não tinha apanhado. E se já antes tentava prevenir qualquer incidente, agora também estes têm que ser ponderados...
É por estas e por outras que além de careca começo a ficar com cabelos cada vez mais brancos (pelo menos por enquanto só se nota quando não faço a barba durante alguns dias...). Sem margem de dúvida que trabalhar causa stress... E sustos! Mas tem uma vantagem, abre o apetite para o almoço!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

A moral da história


Há qualquer coisa que as mães têm que é simplesmente inexplicável. de uma forma ou outra conseguem sempre arranjar uma moral para tudo, e explicar o porquê das coisas...

No outro dia telefonei-lhe, para as conversas normais, e comentei que a S. não tinha telemóvel porque o Manuel (sim, é o único que tem direito a ter o nome posto neste Blog!), num dos seus acessos de energia, tinha conseguido fazer uma proeza maior que a minha. É que eu consegui enfiar o meu telemóvel dentro de um copo de leite durante um pequeno almoço no Algarve, na fantástica Praia da Luz, enquanto ouvia da varanda um excelente concerto de Jazz a decorrer (como todos os domingos de manhã durante o verão) na Fortaleza, enquanto mostrava aquela zona a uns amigos holandeses que tinham vindo visitar.

Mas o Manuel não, ele tinha de fazer melhor (nesta família corre um sangue com uma bela tendência para o desastre, e quem a conhece que o diga). conseguiu enfiar o telemóvel dentro da sanita!

E qual foi a minha surpresa quando a minha mãe se limitou a dizer: "Eu sempre vos ensinei, mas vocês não ligam nenhuma! Se a tampa da sanita estivesse fechada nada disso aconteceria!"

Compreendi! Então é para que os telemóveis não caiam lá dentro que se fecham as tampas das sanitas! Bela invenção com visão de futuro... a partir de agora já sei!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Toda a ocasião é uma boa ocasião

Sempre que se pode, seja por que razão for, faz-se uma festa. Como diz a L., até a morte solitária do bonsai pode servir para isso. Mas aquelas que são tradicionais, ainda são melhores.
Parece que todos os anos, cerca de um mês antes do Carnaval, há 4 festas loucas por estas bandas (sem excepção, dizem...). Nunca me tinha lembrado de tal coisa, mas porque não? Na quarta 5ª-feira antes do carnaval, celébra-se o "Jantar dos Amigos". Na terceira 5ª-feira, o "Jantar das Amigas". Na segunda, o "Jantar dos Compadres". E na 5ª-feira imediatamente antes do Carnaval, o "Jantar das Comadres".
Isto parece prometer, mas digamos que mesmo parecendo ser a favor dos direitos de igualdade entre os sexos, acaba por não o ser verdadeiramente. Ora... isto porquê?
Porque nos Jantares dos "Amigos" e dos "Compadres" (que no fundo vai dar ao mesmo e acabam por ser apenas dois jantares de amigos) juntam-se grupos enormes com idades entre os 18 e os 50's anos que acabam por se comportar como se tivessem uns 15... Depois dos jantares, os homens vão para os copos, sendo que as mulheres ficaram em casa...
Nos jantares das amigas e das comadres, a coisa deveria ser semelhante, mas parece que não é bem assim. O jantar em si decorre da mesma forma, grupos das mesmas idades que acabam por se comportar da mesma forma. A grande diferença é que essas noites são talvez as noites em que todas as mulheres, solteiras, casadas e todas as que até hoje se tinham escondido ninguém sabe bem onde saem para ir beber um copo. e portanto todos os homens saem também, ou para "proteger a propriedade" (bem sei que o discurso é feio, mas que querem?), ou para tentarem a sua sorte...
E com isto se vê que, seja por que motivo for, o que é preciso é arranjar vontade de sair de casa! Sim à diversão, sim aos motivos! Hurra ao original que se lembrou de tal coisa!
E escusado será dizer que hoje é a quarta 5ª-feira antes do Carnaval, noite de "Jantar de Amigos"...

domingo, 21 de janeiro de 2007

Tristes!

Ontem foi mais uma noite normal... Um cafezito na bela da máquina "fashion" que, seja ou não da moda faz um excelente café sempre perfeito, um pouco de conversa e allez ao disco-bar das redondezas!

Tudo era normal, as mesmas pessoas, as mesmas caras, as mesmas minis... até que apareceu uma figura surreal! A primeira coisa que meio à mente foi a expressão do Z., que na altura estava a fazer Erasmus em Milão, quando me foi visitar à pacata cidade de Trieste (é estranho como a difinição de pacatez muda com as várias vivências...). Olhou à volta e, vendo um grupo de jovens armados em rebeldes, disse: Mas esta cidade está cheia de "punks rurais"! Escusado seja dizer que quando ele me ia lá visitar era para relaxar e descansar da vida ultra-urbana que levava em Milão...

Mas bom, esta frase veio-me à mente porque estava um jovem à minha frente com duas palhinas coloridas, uma em cada canto da boca, e uma daquelas pulseiras coloridas pendurada num fio ao pescoço. Quando as luzes do disco-bar brilhavam, era um efeito de luz que surgia naquela cabeça, que até fazia confusão. Mas não fosse só isso, o meu companheiro das minis chamou-me a atenção para a cena ainda mais surreal de tal jovem estar a tirar imensas fotos a si próprio naquela excelente figura...

Todos fazemos figuras tristes. Eu já fiz muitas, mesmo muitas. E todos os que comigo costumam sair também as fizeram, uns mais que outros... Mas há figuras e figuras, e esta apenas posso classificar (disse de quem era a expressão para não me virem exigir direitos de autor!), sem qualquer duvida nenhuma, de Punk Rural! They rule!... Infelizmente... Mas há que ver o lado positivo... fez-nos a todos sorrir e pensar que afinal as nossas tristes figuras não foram tão tristes quanto isso...

sábado, 20 de janeiro de 2007

Com a dor também se aprende!

Há coisas que são óbvias! Há coisas que se sabe desde sempre! Mas porque é que caímos sempre no mesmo erro?

Mais natural não há... Se o gás está no fim, será naquele momento em que estamos no meio do duche, completamente ensaboados dos dedos do pé até à ponta dos cabelos, que os esquentador se vai desligar! Não é que não nos tenha avisado, bem sentimos aqueles rasgos de água fria que fazem estremecer a espinha... Mas como a esperança é a última a morrer, pensamos: "ainda dá para acabar o duche, ainda dá para acabar o duche!" (bem ao estilo da técnica ensinada pelo B.D. para entrar nas águas enregeladas da costa alentejana, onde dizemos para nós próprios - mas quem queremos enganar? - "a água não está fria!", mas está, e bem gelada!!!!!). E naturalmente... não dá!
Acaba o gás, e sofremos, e dói, e custa!

E não é que não tenhamos pensado que tal podia acontecer... Todos nos dizem, e nós dizemos para nós próprios, "há que ter sempre duas botijas de gás", mas não havia... ou melhor, até tenho umas 6, mas todas bem vazias! E há mais de uma semana que penso em comprar uma bem cheia, mas não o fiz, e tive o que mereci!

Mas o pior ainda estava para vir, quando todo pimpão lá saí de casa com a vazia, para trocar... Mas a loja estava fechada (e só na 2ª é que abre de novo...), e falaram-me noutra... mas só vende das outras botijas...

Vá lá!!!!! Um simpático e piedoso senhor lá me disse onde talvez houvesse qualquer coisa, uma mercearia fora da grande urbe onde moro, numa terriola que não sei com quantas almas conta, vende as botijas das várias cores!!!! E graças ao auxílio do companheiro das mínis, que me orientou até tal local, consegui trocar a botija!!!!! Yuppiiii!!!!!

E naqueles momentos de desespero, pensei na mensagem que a P. me mandou, dizendo "Pensa positivo! Enrijece!" Pois... mas só mesmo lá no fundo é que conseguia encontrar tal positivismo... Ironia ou não, obrigado!

Portanto, agora só tenho uma botija cheia, e como amanhã é domingo, não poderei comprar a outra! Mas 2ª vou fazê-lo, e se não 2ª, 3ª... ou então, pelo andar da carruagem... quando esta acabar!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

crises

Não consigo compreender o que se passa... Não sei se é da passagem do ano, da crise pós festas ou de outra coisa qualquer, mas toda a gente parece ter entrado em crise! E todos ao mesmo tempo!
Uma crise de identidade, uma crise de definição de objectivos, aquele tipo de crise que hoje em dia começa a ser mais comum quando vemos a nossa vida a ser definida. É talvez aquele tipo de crise que surge nos dias de hoje, em que é cada vez mais difícil e raro entrar numa carreira e encontrar um trabalho que seja "seguro". E por essa mesma razão, por essa segurança e continuidade, queremos certeficar-nos que a escolha foi correcta! No fundo, as coisas estão a mudar, para mim e para todos. Ainda poucos se casaram, poucos tiveram filhos, mas a coisa vai entrar por esse caminho e num piscar de olhos as festas de fim do ano passam a ser encontros de crianças... e aí... Adeus Minis! Nããã... não há que ser pessimista!
Mas a verdade é que me preocupo, e compreendo. Mas há que dar tempo às coisas para percebermos se a escolha foi correcta ou não. E seja como for, nada é eterno, e ninguém nos obriga a permanecer de uma ou outra forma...
Ainda que neste ermo, Ex.mas Dra.s do quarteto fantástico, podem sempre contar com um sorriso e aquilo que mais puder fazer!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Tradicionais avaliações

Como em tudo, temos a tendência para avaliar tudo o que fazemos, tudo o que nos é dado e tudo o que damos. E não me refiro à época natalícia, porque nesse ponto seria um autentico desastre. É que este ano, ninguém recebeu uma única prenda, mas esses que me desculpem... O Natal é quando um Homem quer, e vou fazer por o querer algumas vezes...
Referia-me às idas e vindas, ou vindas e idas, nem sei bem... E desta vez devo admitir que ainda tenho um sorriso no canto da boca. Como sempre, não se faz nada do que se pensa fazer, e por isso mesmo desta vez decidi-me a nada decidir. Excepto algumas compras para proveito próprio (e dos outros, aqueles que se atreverem a ir ao calhau, mesmo que não para me ver, ao menos para beber um simpático café na máquina da moda, ou aquecer os pés no simpático aquecedor, ou mesmo comer uma torrada daquele aparelho simples que se limita a torrar o pão...), que foram bem além do que previa... mas tudo volta ao mesmo.
O fim do ano na casa da L., onde se é sempre bem recebido, com a companhia das belas duas all night long, é algo que nos faz entrar bem nos tempos futuros, e que nos permite compreender que há tempo para a diversão e para estar com os outros, e tempo para lidar com aquilo que a nossa obrigação como adultos num mundo onde nos obrigam a trabalhar nos leva a fazer...
Mas que posso fazer? Sempre me foi dito que o tempo corre a velocidades diferentes, mas A., não é impaciência, é apenas a sensação que o tempo nunca dá para nada. E agradeço-te naturalmente pelo porta-fotos, que apenas tem um senão... a ausência dessas fotos. Agora vou ter de arranjar um qualquer lugar para imprimir 3 daquelas que tenho digitalizadas algures na memória de um qualquer disco, para as por lá e sorrir! E claro F., que aquele porta vícios que me deste será utilizado. Só é pena é que tenha vindo das mãos de uma médica... Mas se há vícios, ao menos que tenham estilo!
Apanhado geral, apenas a angústia do tempo passa, e a visão cada vez mais repetida na imaginação do bilhete de ida, mas a sensação fantabulástica de que as idas têm um regresso. E que será em breve, porque à velocidade que o tempo anda, tudo é breve! Mas foi bom, e cada vez será melhor! Gracias!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Bom Ano!

Novo ano, nova vida! Dizem sempre isso, mas lá bem no fundo tudo se mantém...
A passagem foi óptima, com gente que vale a pena (embora alguns muito murchos, e outros que em tempos pareceram ser bem mais resistentes) , num local giro e sem dúvida animado.
Quando se está com boas companhias, tudo parece ser fantástico, e tudo corre bem, por isso, este novo ano promete!
Agora, é só uma questão de ficarmos sentados a ver o que foi reservado para nós, sem deixar de dar aquela mãozinha a ajudar o dito destino que já foi traçado!
Um bom ano aos poucos que se dão ao trabalho de dar uma olhadela a esta página, e aos outros também! Só espero que este seja recheado de imaginação, que parece faltar...