terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

...


Fui à única estação de correios nas proximidades comprar selos. Estava uma fila com algumas pessoas para carregar o telemóvel, coisa que parecia não funcionar, nem mesmo nos multibancos, diziam.
Como não queria nada disso, passei à frente e pedi 20 selos para correio nacional. A resposta naturalmente surpreendeu-me:
"Não pode!"
Sem saber se era uma brincadeira ou não, e quando ia a perguntar outra vez, o gentil funcionário disse:
"Não pode porque não temos selos! Nem temos o autocolante para aqueles que são impressos na máquina."
Não há selos nos correios! Esta sem dúvida que me deixou sem palavras...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Realidade

Era fruta a mais... bem me parecia!
A vontade própria da minha máquina de café é de ferro, e decidiu-se a acender, e voltar a apagar a dita luz!!!!
Paciência... A sorte voltará... não se pode esconder durante muito tempo...

Milagre!

A luz da máquina de café voltou a acender! Fez-se luz!!!!
Desde que um microondas com uns bons anos em cima, muito uso e milhares de kms viajados deixou de funcionar e, para não parecer mal, a minha mãe insistiu em limpar a camada de pó que estava atrás, voltou miraculosamente a funcionar... e desde que vi uma leitor de Cd's de um computador que só aceitava Cd's de Jazz... que acredito! As máquinas têm vida própria! E qualquer coisa na nossa família faz com que as nossas tenham uma vida própria mesmo muito particular!

A máquina de café voltou à vida! Demos vivas a isso!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Mais uma viagem...

Regressar ou partir, é sempre uma coisa que pode ser engraçada. Entre a redescoberta daquilo que já se conhece e o regresso a uma rotina, a procura de novas emoções ou de velhos sentimentos, seja o que for, é sempre uma aventura. Aventura essa que no fim é sempre agradável, nem que seja porque razão for. No entanto, quando se demoram 56 horas a fazer um percurso de umas 6 (e isto porque se tem sempre de esperar umas quantas aqui e ali), a coisa deixa de ter tanto gozo...
Para mais quando se tem à sua espera um quadro eléctrico em baixo, sem se fazer a mínima razão porquê.
Não seria minimamente importante, caso não fosse o frigorífico funcionar através dessa maravilha que é a electricidade. E quando o quadro eléctrico está em baixo, digamos que não há electricidade e portanto não há frigorífico. E assim sendo, apenas nos espera um resto de comida pronta para ser deitada para um caixote do lixo e um cheiro nauseabundo a pairar no ar, além de algum trabalho para limpar todos os novos seres que decidiram habitar naquele espaço!
Isso em si já me tinha deixado fora de mim, não fosse hoje ter rebentado outra vez, sem qualquer razão aparente, o dito quadro. Além do computador e da televisão, que naturalmente sofrem com estas súbitas faltas de alimento, apercebi-me que a minha máquina de café, a minha recente Nespresso... tinha deixado de ligar!!! Levei as mãos à cabeça, irritei-me, e decidi esperar um pouco! A velha máxima dos engenheiros informáticos. Sair e voltar a tentar!
Lá experimentei de novo e, milagre, ligou! Mas... aquela pequena luz que indica quando a máquina está pronta (aliás, a única luz que a máquina tem) tinha deixado de viver... E uma tristeza imensa, ainda que abafada por a máquina funciona, abateu-se sobre mim. Bom, terei que por as garantias a funcionar!
Eu que me decidi a não fazer juízos de estadias, ainda que deva dizer que me diverti imenso no carnaval, entre enfermeiras e borboletas, e que tive 2 interessantes conversas, uma entre um restaurante italiano na Av. roma e o Bairro Alto, e outra nas profundezas do Incógnito. E no fundo todos me disseram o mesmo, penso... embora me reste a mim julgar o que ouvi... Mas saí delas com um sorriso na face!
Agora sonho já com a próxima, que será perto de uma semaninha ao sol... Bom, veremos!
E não se preocupem. Os postais não chegaram apenas porque ainda não foram enviados... Porque algumas tradições devem-se manter!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Manhã!

As manhãs, ai as manhãs...
Nestes últimos tempos tenho-me levantado cedo e para me forçar a tomar um pequeno almoço, obrigo-me a estar, meia hora antes de entrar ao serviço, no café para comer o dito. Antes ia sempre uma torradita, mas deixei-me disso, porque quando 30 minutos não dão para a comer por demorar uns 20 (no mínimo) a ser feita (não me perguntem porquê, porque além de não saber, decidi que não quero saber!), é porque não vale mesmo a pena. Agora voltei ao meu croissant misto, galão e suminho de fruta. Pode não ser o melhor, mas que sabe bem, sabe, além de que é alimento!
Mas o que tem revolucionado a minha vida não tem sido isso... É que nesses 30 minutos passados no café, como único (ou quase) cliente, olho para a televisão, que está inevitavelmente sintonizada na TVI. E descobri a existência de um programa que simplesmente não compreendo... O "voce na TV", uma espécie de "Portugal no Coração" com o ex-cozinheiro Goucha e uma rapariga loura com falhas entre os dentes... Além de não ter absolutamente nenhum interesse, hoje pareceu-me particularmente invulgar, começando com uma pretensa manifestação anti-burboto, para fazer publicidade a uma máquina anti burboto.
Mas o absurdo foi quando disseram não poder mostrar como a máquina funcionava no programa, justificando-se depois que não tinham lá aquele tipo de pilhas...
Fiquei parvo... Primeira vez que vejo publicidade a uma maquineta dizendo apenas: não vos podemos mostrar, não a conseguimos por a mexer, mas funciona!!! Acreditem em nós! Comprem!
Bem sei que de manhã somos mais lentos, mas assim tão lentos? Talvez...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Cabelos - parte 2

Há pouco tempo fui cortar o cabelo (sim, fraco e a começar a desaparecer, mas também precisa de vez em quando de umas aparadelas!). Voltei ao mesmo sítio, nem sei bem porquê... E uma vez mais uma surpresa esperava-me...
Há uma coisa engraçada nos cabeleireiros, que é estarmos sentados em frente a um espelho onde na realidade não conseguimos ver o que nos estão a fazer, mas vemos tudo o que se passa à volta. Neste caso preciso, a vista é sobre a porta de entrada, e eis que vejo passar... uma galinha, e depois uma segunda galinha!
Surpreendido, comentei isso com a Sra que com a máquina fazia um trabalho simples, e ainda mais surpreendido fiquei com a resposta dela:
-"Pois é, no outro dia apareceram-me aí, e eu comecei a dar-lhes comida... claro que nunca mais se foram embora. E como não sei de quem são, nem posso dizer que as encontrei..."
Mas a cereja veio a seguir, quando disse:
-"O pior é que sujam muito, deixam tudo porco, no outro dia tinha as escadas todas porcas (- só para dizer que as escadas são interiores, dentro da loja/casa da Sra)... E só ontem descobri que uma delas é um galo... E ainda não me deram nenhum ovo..."

Sem comentários...

Lembrei-me também, em parte por proposta do mano A., e por outro lado para explicar ao companheiro das minis e ao "Pappa Sierra" o porquê (não totalmente, para dizer a verdade) da minha mania de querer cortar o cabelo (de que sou permanente alvo de gozo pelo eterno adiar da coisa...), aqui vai uma coisa que se passou há uns anitos, quando tinha uma "gadelha" bem mais farta...
Regressava a casa, ao início da noite, vindo da Universidade, penso, com a "gadelha" au point, a barba por fazer e um velho casaco de cabedal (que penso ter sido trazido de Londres por um tio) preto já meio coçado. Subo a rua (numa altura em que não sentia a máxima segurança em andar sozinho por aquelas bandas) e vejo um jovem que ia uns 50m à minha frente. Sempre na boa, até que ele olhou para trás, inquieto, uma vez... Tranquilo! Olhou 2ª vez... Normal! Até que...
Olhou para trás uma 3ª vez e começou a correr, como que a fugir! A minha primeira reacção foi, naturalmente, desatar a correr também! Deve vir um grupo de gandulos aí, pensei...
Mas depois de um bocado abrandei, olhei para trás, e a rua estava deserta...
Ele fugia de mim! Eu meti-lhe medo! EU!
A partir desse momento... Há que prestar atenção ao aspecto!

Falha cívica

Ontem foi o Referendo e, sabendo disso há uma eternidade, não tratei de mudar o meu cartão de eleitor de modo a poder votar. Portanto, consciente, fui um dos 57% que se absteve, o que me envergonha!
A verdade é que não o fiz por aquele eterno "amanhã inscrevo-me", como acontece com o Centro de Saúde e com a Carta de Condução... Amanhã... mas esse amanhã tem fugido a uma velocidade vertiginosa!
Mas também devo admitir que, quando me apercebi que já não o conseguiria fazer, decidi criar uma serie de desculpas para essa minha FALHA CÍVICA, entre as quais a dificuldade que tive, ao longo de todos estes anos, em finalmente começar a votar numa sala onde antes votavam os meus irmão, numa sala com um nº mais ao meio. Outra das desculpas foi o facto de o acto eleitoral ser, de certo modo, uma espécie de encontro familiar naquele nosso bairro. No café, com uma imensidão de cervejas ao centro nas mesas, encontra-se toda uma geração, ou mesmo duas, de residentes e ex-residentes, antigos companheiros de brincadeiras, de liceu ou de copos, ou mesmo simplesmente companheiros de café! É como que uma festa de família...
Desculpas...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Pensamento do dia

Embora há muito o saiba, volto a cair na mesma! Quando se tem o estômago sensível, é uma péssima ideia comer uma francesinha...

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Há coisas...

Como muitas vezes, acordei (para além de uma leve dor de cabeça e um estranho peso na nuca que mudava o meu centro de gravidade) com uma música a ecoar permanentemente entre as minhas duas orelhas. Muitas vezes é qualquer coisa que se ouviu antes de dormir, mas FELIZMENTE não era. Vá-se lá saber porquê, acordei com o "Panic" dos "The Smiths". E em particular com um excerto:

Burn down the disco
Hang the blessed dj
Because the music that they constantly play
It says nothing to me about my life
Hang the blessed dj
Because the music they constantly play


On the leeds side-streets that you slip down
Or provincial towns you jog 'round
Hang the dj, hang the dj, hang the dj
Hang the dj, hang the dj, hang the dj
Hang the dj, hang the dj, hang the dj

Porquê? E pior... porque me deverei sentir mal por ter sido o mais profundamente honesto possível? Há coisas que não consigo entender...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Valente susto!

Nalgumas coisas tenho sorte. Pouca gente consegue ter um local de trabalho com uma bela vista como eu... Mas também devido ao local de trabalho (que o companheiro das minis lembrou mais parecer a "ponte" da nave espacial Enterprise, do Star Trek - com a excepção, claro está, dos botões feitos de pacotes de iogurte... mas não se pode ter tudo), fiquei com uma cada vez pior opinião da classe trabalhadora dos engenheiros (não levem a peito aqueles que o são, que como em tudo há sempre excepções...).
É que no outro dia (um dia particularmente ventoso, devo dizer), para verificar uma coisa que não conseguia ver do lado de dentro, saí porta fora para melhor observar. E qual o meu espanto quando me vi trancado lá fora, telemóveis la dentro, naturalmente, por causa de uma excelente construção que está cheia de falhas. Obviamente comecei a ficar nervoso (havia trabalho "pendente") e o raio da porta não abria. Os nervos começaram a subir, o stress igualmente a aumentar, e um valente pontapé enquanto puxava a porta fez o milagre... ela abriu-se!
Apanhei um susto como há muito não tinha apanhado. E se já antes tentava prevenir qualquer incidente, agora também estes têm que ser ponderados...
É por estas e por outras que além de careca começo a ficar com cabelos cada vez mais brancos (pelo menos por enquanto só se nota quando não faço a barba durante alguns dias...). Sem margem de dúvida que trabalhar causa stress... E sustos! Mas tem uma vantagem, abre o apetite para o almoço!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

A moral da história


Há qualquer coisa que as mães têm que é simplesmente inexplicável. de uma forma ou outra conseguem sempre arranjar uma moral para tudo, e explicar o porquê das coisas...

No outro dia telefonei-lhe, para as conversas normais, e comentei que a S. não tinha telemóvel porque o Manuel (sim, é o único que tem direito a ter o nome posto neste Blog!), num dos seus acessos de energia, tinha conseguido fazer uma proeza maior que a minha. É que eu consegui enfiar o meu telemóvel dentro de um copo de leite durante um pequeno almoço no Algarve, na fantástica Praia da Luz, enquanto ouvia da varanda um excelente concerto de Jazz a decorrer (como todos os domingos de manhã durante o verão) na Fortaleza, enquanto mostrava aquela zona a uns amigos holandeses que tinham vindo visitar.

Mas o Manuel não, ele tinha de fazer melhor (nesta família corre um sangue com uma bela tendência para o desastre, e quem a conhece que o diga). conseguiu enfiar o telemóvel dentro da sanita!

E qual foi a minha surpresa quando a minha mãe se limitou a dizer: "Eu sempre vos ensinei, mas vocês não ligam nenhuma! Se a tampa da sanita estivesse fechada nada disso aconteceria!"

Compreendi! Então é para que os telemóveis não caiam lá dentro que se fecham as tampas das sanitas! Bela invenção com visão de futuro... a partir de agora já sei!