terça-feira, 21 de novembro de 2006

Cabelos



Por necessidade absoluta e por não o ter feito antes de um jantar de lapas e sushi, lá me decidi a cortar o cabelo.
Indaguei, e há um cabeleireiro mesmo em frente ao trabalho. "Esse não! A namorada do ------- foi la desfrizar o cabelo. Andava de lenço na cabeça, o que fazia pensar que lhe tinha acontecido alguma coisa, mas não! Teve de rapar o cabelo porque nesse sitio o queimaram todo!". Eu só queria uma coisa simples, que uma maquina e qualquer leigo fazem, mas não queria queimar o cabelo. Então, aí definitivamente não!
Fui a um outro, de uma senhora de Cascais. Esperei uns minutos e lá entrei. "Um corte simples, máquina e pente 4 que a força da genética impede-me de grandes ambições!" e lá começou. Logo percebeu que era estrangeiro. Uns dedos de conversa, "terra perdida", "felizmente mantenho o meu outro cabeleireiro (para os lados de Cascais? nem perguntei...) porque senão dava em louca". "Como se compreende que em terra de peixe e de carne não exista nem um talho nem uma peixaria?" (isso já me tinha passado pela cabeça, mas cedo desisti dessas questões filosóficas)...
Os talvez 10 minutos em que me lavou a cabeça e a máquina limpou aquele tufo tipo bola que me aquecia a cabeça passaram depressa, e logo veio a conta...
10€! Paguei, que remédio, mas pensei: falta muita coisa por aqui, nem uma peixaria ou talho, mas os preços são os mesmos...

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